sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Nada


Talvez eu não passe de um grande merda, sendo escritor. Ou talvez o mundo tenha mudado bastante e não seja mais possível escrever decentemente sobre alguma grande noite como esses putos miseráveis e fudidos escreveram a trinta ou oitenta anos atrás. Talvez eu tenha ainda que crescer e viver mais antes de me tornar algum fudido puto miserável e escrever algo que valha sobre as noites ou encontrar lugares e pessoas que valham, nelas.
Acho que nasci tardío, num tempo tardío, onde as mulheres continuam abrindo as pernas em suas saias nas outras mesas dos bares e os homens continuam deperdiçando socos pelas noites e as bebidas e as drogas e as sobriedades fazem tanto efeito quanto antes faziam.
Talvez eu não passe de um grande merda, sendo escritor, que não consigo mentir tão bem e transformar em sinfonia de palavras todas essas notas de ações caóticas que se aglomeram e se multimplicam entre todas as horas das reconfortantes escuridões.
Noites outrora muito mais brilhantes que os néons e gritos que assisto e que perco tempo assistindo-os.
Noites, hoje, são só noites, ao meu ver.
E talvez já fossem antes, nas brilhantes páginas amareladas que gosto de chorar.
Talvez eu não passe de um grande merda puto, miserável e fudido, sendo assim, tão mentiroso.

2 Comments:

Blogger SACANITAS said...

"adeus mundo cruel"
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caraio, muito legal mesmo o texto! ;)

beijossss

terça-feira, março 13, 2007 3:21:00 AM  
Anonymous Minha said...

Nada!
Nada de novo por aqui!
Que isso? Escondendo suas ideias na cabeça, ou naquelas cadernos...hummmm... vou rouba-los e editar tudo!
O tudo do nada , o nada do tudo!
Amor, arrume um tempinho para este espaço, seu nada é um tudo!

Biseaus

quarta-feira, março 14, 2007 4:42:00 PM  

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