sexta-feira, dezembro 21, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Aluir

O mundo é ridículo. Mas desta vez é sério, eu vi na televisão!
Enquanto vivemos, inventamos, sim, prolixidade e pleonasmos. Enquanto continuamos, estacionamos engarrafamentos que sirvam aos pedágios ambulantes e inconstantes. Pagamos o preço que a civilidade exige para financiar nossas frustrações. Nas escolas, ensinamos o verbo errado e depois lucramos com manuais plásticos de conjugações ou livros de auto ajuda para iludir. Para aluir. Tanto faz o que significa aluir, os próprios manuais ou nossa hipocrisia dão conta disso. Nossa moral não é senão argumento de venda para que compremos e paguemos em dia todos os nossos pecados. Nossos equívocos fingem que estão apenas justificando a regra. Nossos sorrisos, premeditando o choro que premedita outros sorrisos. Nosso silêncio, apenas abrindo espaço para o caos... na verdade, abrindo as pernas para o que julgamos normal. Ele apenas alimenta com migalhas o garoto que morrerá por fome de qualquer jeito; alimenta nossa raiva e mais ainda nosso cú, que a engloba; alimenta nosso insaciado tesão, que exemplo melhor?
Enfim, que seja. Não são novidades. Também fiquemos em paz, assim como as crianças que fingem ainda não terem entendido nada disso.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
ignobile

Quando vejo fotografias antigas, e nelas vejo crianças, penso no que se transformaram e perco a vontade de ter filhos. São ignóbeis as crianças, quando adultas. Tanto faz o que significa ignóbil, elas crescem e não aprendem mesmo. E se aprendem, são insuportaveis.
Quando vejo fotografias recentes, e nelas vejo crianças, penso por um ou dois segundos que poderia das uma chance à esperança. Mas no terceiro segundo me lembro que a esperança não passa de uma puta.
Quando vejo no espelho toda aquela coisa, penso no que significa tudo aquilo; no que significamos. É inútil. Ignóbil. Estamos apenas nos divertindo com migalhas.
Que as crianças fiquem em paz.